sexta-feira, 30 de outubro de 2009

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

Exposição Joias de Nazaré 2009

Segue até o dia 31 de outubro a exposição “Joias de Nazaré 2009 – Basílica, Tesouros da Fé”. Com 74 peças, a exposição homenageia os 100 anos de lançamento da pedra fundamental da Basílica Santuário de Nazaré e traz a maior coleção já produzida pelos profissionais do Polo Joalheiro.

Em colares, pingentes, anéis, brincos, pulseiras e braceletes, os designers, ourives, lapidários e artesãos paraenses transpuseram, para o universo de beleza e elegância da joalheria, os detalhes de um dos mais importantes patrimônios arquitetônicos do Pará.

Projetada pelo arquiteto Gino Coppedè e pelo engenheiro Giovanni Pedrasso, ambos italianos, a Basílica de Nazaré reproduz as linhas originais da Basílica de São Paulo extra-muros e resulta da determinação dos padres barnabitas, que chegaram a Belém no início do século XX.

Serviço - Exposição “Joias de Nazaré 2009 – Basílica, Tesouros da Fé”. Até o dia 31 de outubro, na Casa do Artesão, Espaço São José Liberto. Visitação de segunda a sábado, de 9 às 19 horas, e aos domingos, de 10 às 19 horas.

Fonte: Ascom - Igama

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

Creme de camarão com champignons

Por Lorena Filgueiras

Adoro o Círio, mas meu paladar não combina com as comidas típicas deste momento tão singular. A verdade é que passo baixo quando é Círio, razão pela qual temos sempre que pensar em algo que eu possa comer, que goste de comer.

Motivada pela fé (e porque não dizer, pela fome?), fui pra cozinha, ao som do Paulinho da Viola, fazer um creme de camarão com champignons.

Anote os ingredientes, porque demanda um tempinho, mas vale a pena:
- Trigo (3 colheres bem generosas);
- Manteiga (2 colheres bem generosas);
- Leite (1 litro);
- Creme de leite (duas caixinhas);
- Requeijão cremoso (um pote de 300 gramas);
- 1 kg de camarões rosa limpos e temperados;
- 5oo gramas de champignons;
- Noz moscada, sal e pimenta do reino a gosto.

Modus operandi:
- Em uma panela, derreta a manteiga e doure bem a farinha de trigo. Com a ajuda de um fouet, mexa constantemente.


Quando o trigo estiver bem douradinho, vá adicionando o leite e mexendo vigorosamente, que é para não empelotar.


Continue mexendo e adicione um pouco de noz moscada, sal e pimenta do reino. Vá mexendo!
Noz moscada.


É importante continuar mexendo, porque enquanto estiver com gosto de trigo, é porque ainda não cozinhou direito.

O creme branco tradicional termina aqui e já tá bom demais. Mas gosto muito de fugir do convencional; portanto, adiciono outros dois ingredientes: quando estiver começando a encorpar, adicione as duas caixinhas de creme de leite e o requeijão cremoso.


Mexa sem parar e, quando estiver bem cozido, desligue. Reserve. Em uma panela antiaderente, adicione um fio generoso de azeite, doure o alho e a cebola bem picadinhos, e deite os camarões (que já estavam limpos e bem temperados com raspas de limão e ervas finas) com um pouco de vinho branco.


Não mexa muito o camarão, que é para não "emborrachar". Desligue o fogo e misture os camarões ao creme branco (que, bem quente, vai terminar de cozer os camarões). Em seguida, misture os champignons.


Como é tudo muito "monocromático", opte por servir com batata palha ou um arroz temperado com "cores", se é que você me entende.

Ah, bom apetite! Sugiro um vinho branco verde para acompanhar. Gosto muito do "Casal Garcia", mas veja aí.

sexta-feira, 16 de outubro de 2009

Olhar Ribeirinho na Fotoativa

A exposição Olhar Ribeirinho, resultado do projeto "Oi, Guia-me Belém!", será aberta para visitação neste sábado (17), às 9 horas, na Associação FotoAtiva. A exposição traz fotos e vídeos produzidos, no período de um ano, por jovens da Ilha de Cotijuba, em Belém e no local onde vivem. O "Oi, Guia-me Belém!" é fruto de uma parceria entre o programa Novos Brasis do Oi Futuro, Instituto Peabiru e Movimento de Mulheres das Ilhas de Belém (MMIB).

O projeto foi selecionado pelo programa Novos Brasis 2008 e, desde novembro do ano passado, envolve 30 estudantes, entre 16 e 24 anos, moradores da Ilha de Cotijuba e integrantes do MMIB. Os jovens selecionados passaram por várias etapas, supervisionados por profissionais de diversas áreas, como historiadores, fotógrafos e artistas plásticos.

Mais informações: www.guiamebelem.com.br e www.guiamebelem.blogspot.com

Fonte: Blog Fotoativa - www.fotoativa.blogger.com.br

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

Altos e baixos do drama de viver

Por Luiz Carlos Santos

A coisa mais legal do divertido “Amigas com dinheiro” é seu tom despretensioso. Embora pareça, em função de uma carga dramática estabelecida logo no início, o filme não quer fazer uma profunda análise da classe média norte-americana, muito menos ser filosófico ou sério em demasiado. O formato pequeno guarda em si um conteúdo interessante e expõe, de maneira inteligente e sutil, o vazio que há nas vidas de um grupo de quatro mulheres que já passaram dos 30. Ricas ou não, elas não têm mais nada mesmo a fazer, a não ser procurar conflitos e nos divertir com eles.

Com elenco afiado, o filme tem pelo menos duas atrizes que eu acho sensacionais, as americanas Frances McDormand e Catherine Keener. Elas protagonizam as melhores cenas dessa comédia dramática que fala de conflitos muito próximos a todos nós. Casamentos em colapso, crises existenciais, solidão, falta de dinheiro e sexualidade. Tudo é apresentado de maneira leve e engraçada, sem ser superficial. Os diálogos são espirituosos e as situações, inusitadas. A trilha, quase incidental, ajuda a construir um certo tom de desconforto e comédia nonsense.


As comparações com “Sex and the city” foram muitas. Não é à toa. A diretora e roteirista, Nicole Holofcener, dirigiu diversos episódios da série e também de “Gilmore Girls”. Acostumada a retratar mulheres maduras na tela, a cineasta aproveita ao máximo o excelente elenco para falar a um público específico sem ser restrita. O roteiro tem pequenos problemas de estrutura – algumas saídas ficam fora de contexto – e Jennifer Aniston se esforça, mas não convence no papel de professora desempregada e dublê de diarista.

Divertida mesmo é a estilista feita por Frances McDormand. Conhecida pela verve humorística, coisa que ela trouxe dos filmes que fez com o marido Joel Coen, a atriz faz uma mulher amarga e mal humorada, que expressa a insatisfação com a vida pelo simples hábito de não lavar mais os cabelos. “Se eles vão ficar sujos de novo, para quê?”, ela pergunta ao marido, numa sequência em que mostra vulnerabilidade e um mal estar que percorre, de maneira geral, todos os personagens. Sem problemas no casamento, a costureira é um tipo muito comum e que, ainda por cima, tem um marido que não sabe que é gay.

A ótima Catherine Keener tem com Jason Isaacs (excelente) batalhas verbais que retratam com muita fidelidade as brigas sem sentido que casais estabelecidos e enfadados têm entre si. Aquela última tentativa que fazemos antes de terminar uma relação é metaforizada por uma construção aparentemente fadada a ruir na casa que está, na verdade, caindo aos pedaços. Marido e mulher – que trabalham juntos, como roteiristas – tentam terminar um texto que, na vida real, não flui mais. Keener está irrepreensível no papel de mulher que, apesar de inteligente, tapa os olhos para a realidade e escolhe as maneiras mais equivocadas de conduzir a vida – só para, depois, jogar a culpa em alguém.


Joan Cusack é a mais chata do trio endinheirado. Casada com um homem bem-sucedido, ocupa-se em arrumar pretendentes para Olívia (Aniston) e ajudar instituições beneficentes que se valem da “bondade” de ricaços enfadados que têm como pagar por jantares de mil dólares em função de uma boa causa. No meio das vidas sem sentido e de uma espécie de autocomiseração coletiva, ela e McDormand têm a cena mais terna, quando são elogiadas pelos maridos na volta para casa depois de mais um encontro com as amigas.

Jennifer Aniston é o elo mais fraco do elenco, talvez por fazer uma mulher sem emprego que, apesar de não ser rica, não parece ter muitos problemas com a falta de grana. Viciada em amostras grátis de cosméticos – uma idiossincrasia que resulta em cenas muito cômicas –, a atriz parece fazer apenas uma versão apática e com azia da eterna Rachel de “Friends”. Com poucos diálogos engraçados e soluções inverossímeis, Olívia parece deslocada no meio das espirituosas amigas. Mesmo que isso tenha sido intencional, não funciona.

No geral, porém, é um filme que acaba surpreendendo. Graças à empatia do elenco e ao roteiro que dosa na medida certa drama e comédia, ganha facilmente a atenção do espectador, pegando emprestada uma estrutura de filmes na linha de “Short Cuts – Cenas da vida” (1993), de Robert Altman, e “Corpos em movimento” (1993), que já usavam uma estética específica para falar do vazio de sociedades modernas e com estilo de vida confortável, porém sem sentido. Apesar de fazer poucas concessões, “Amigas com dinheiro” consegue nos deixar com uma sensação de que nem tudo está perdido e que a vida passa rápido demais para quem se esconde atrás de histórias que não encantam nem emocionam.

Friends with money
EUA, 2006
De Nicole Holofcener
Com Catherine Keener, Francês McDormand, Jennifer Aniston, Joan Cusack.
Comédia, 88 min.

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

"Invencionices"

Por Lorena Filgueiras

O convite veio e foi prontamente aceito! Nada mais natural, em se tratando dos fofos da Cadicoisa – blog pelo qual tenho uma verdadeira paixão. Então, permitam-me que me apresente: Lorena Filgueiras, a mais nova colaboradora, fã, tiete mesmo da Cadicoisa.

Costumo brincar com essa coisa de apresentação, porque sempre rola uma timidez inicial. Sou uma apaixonada por cores e sabores e, há dois anos, mantenho uma cozinha virtual: o Tomato & Potato, blog que é meu xodó, minha terapia, enfim, meu espaço íntimo e pessoal. Mas é nesse espaço que gosto de receber meus amigos. Aliás, não me faltam comensais, todos queridíssimos. Bom, sem delongas, vamos ao que interessa, porque comer é preciso!

A proposta chegou em tom de desafio: mexer num clássico, fazendo uma nova leitura, ousando bastante e modificando o Tiramisú – a sobremesa italiana que ganhou o mundo e que nasceu com o propósito de conquistar. Explico: as cortesãs de Veneza acreditavam no poder “afrodisíaco”, revigorante do doce e o consumiam antes de receber os cavalheiros. O nome, em italiano, dizem especialistas, seria uma corruptela do italiano e significaria algo como ”escolha-me” ou “coma-me”.
Alguns doceiros dizem ter criado o doce em homenagem a Cosimo III, na ocasião de sua visita a Siena. Hoje em dia, o bolo é caracterizado por um gosto intenso e delicado. Para prepará-lo, seguindo a receita original, alguns ingredientes eram necessários: biscoitos Savoiardi, ovos, açúcar, rum e cacau. Na receita original não havia licor, já que destinava-se às crianças e idosos. Há quem diga que o Tiramisú surgiu no final da Segunda Guerra, quando as mulheres faziam o doce para seus maridos levarem para o front – já que notadamente ela é uma fonte de energia.
O pavê italiano é a sobremesa predileta do Papa Bento XVI – como mexer no que é imexível (lembrei do Magri, enquanto escrevia este texto), quase sacro, celestial? Foi lendo uns livros antigos de receitas, que vi uma versão britânica do Tiramisú, feita com frutas vermelhas, sem abrir mão do café, do cacau, o que me inspirou a buscar uma desconstrução completa. Originalmente, o doce é feito com queijo mascarpone (bem caro para os padrões brasileiros. 250 gramas custam em torno de 50 reais), ovos, cacau.
A ideia foi maturada por uma semana completa. Os ingredientes já estavam comprados, faltava uma “cobaia” – alguém com um paladar não muito doce e, principalmente, disposto a enfrentar algo novo. Um querido topou sem fazer perguntas (meu perfil predileto!). Fiz a versão em copinho e é claro que eu mexeria no produto final, se pudesse (mas o farei novamente, nos moldes de um Tiramisú tradicional), faria em camadas, deixaria sob refrigeração por mais tempo. Fiz um coulis de morango com vinho, utilizei amêndoas e castanhas em pedaços, no lugar dos biscoitos Savoiardi (ou champanhe, na falta dos originais), mas não abri mão do mascarpone. Não utilizei álcool, mas admito que um licor faria toda a diferença.
Copinho pronto, veio a hora do teste. O doce “não-doce” foi consumido inteiramente (ah, sem exageros, era pouco menos de 200 gramas), com a observação de que as amêndoas e castanhas podiam vir entre as camadas e não no fundo do copo, como optei. Vamos à receita?
Tenha em mãos o mascarpone. Se não tiver, não há problema – utilize o cream cheese batido com um pouco de creme de leite. Castanhas e amêndoas picadas. Tudo muito prático. Talvez você demore um pouquinho com o coulis e optei pelos morangos, porque ainda não é tempo das cerejas frescas ou porque as berries não sejam acessíveis.
Ingredientes
250 gramas de morangos bem lavados e picados
½ xícara de açúcar cristal (pode ser mais ou menos, depende do seu paladar)
½ xícara de vinho tinto seco
Modus operandi
Frigideira (sim, frigideira!) antiaderente

Leve a frigideira ao lume e deite nossos morangos; sobre eles, vá salpicando o açúcar, até que o morango comece a soltar um líquido de um belo vermelho. Adicione o vinho e deixe cozinhar por não mais que 6, 7 minutos. Mexa delicadamente. Desligue e deixe esfriar. Fica por sua conta usar um mixer e coar ou deixar o coulis com pedaços. Fiz a segunda opção.



Num copinho ou numa forma, vá alternando as camadas, com as castanhas, o queijo mascarpone e o coulis. Leve à geladeira por umas 6 horas, no mínimo, antes de servir. Ah, e não esqueça que a liberdade de desconstruir um clássico, elaborando uma nova proposta, deve ter muito bom humor, descompromisso e gente disposta a experimentar entre os ingredientes. Ah, vai que a lenda é verdadeira e você potencializou o poder de conquista...

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

Lorena Filgueiras: a nova colaboradora do blog

A jornalista Lorena Filgueiras, especialista em Língua Inglesa e gourmet, é a nova colaboradora do blog da Cadicoisa. Com seu bom humor e elegância, Lorena falará sobre gastronomia e nos proporcionará belas (e saborosas) experiências, deixará o blog mais colorido e, tenho certeza, vai nos fazer sentir cheiros e sabores por meio da tela do computador. Lorena mantém o blog Tomato & Potato. Confira!

sábado, 19 de setembro de 2009

Novo cineclube em Belém


Belém ganha um novo cineclube: o InovaCine Fapespa – resultado da parceria entre a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Pará (Fapespa), a Associação Paraense de Jovens Críticos de Cinema (APJCC) e o espaço cultural Ná Figueredo.

No espaço, o cinema brasileiro, o cinema documental e o cinema local norteiam a programação, que inicia no dia 28 de setembro. O filme de estreia é “Cabra marcado para morrer”.

As sessões do cineclube ocorrerão quinzenalmente, sempre nas segundas-feiras, às 18 horas, no espaço Ná Figueredo (avenida Gentil Bittencourt, 449). No total, dez filmes serão exibidos até o dia 21 de dezembro de 2009.

Programação

28/09 - Cabra Marcado Para Morrer. Eduardo Coutinho. 85. p/b & cor. 119’.

12/10 - Serra Pelada – esperança não é sonho. Priscila Brasil (curta). F for Fake. Orson Welles. 75. 85’. Comentários: Priscila Brasil.

26/10 - Eles Não Usam Black Tie. Leon Hirszman. 81. Cor. 120’.

09/11 - Outras Histórias. Darcel Andrade e Wilza Brito (curta). Filhos do Paraíso. Majid Majidi. 97. Cor. 89’. Comentários: Darcel Andrade.

23/11 - Serras da desordem. Andrea Tonacci. 06. p/b & cor. 135’.

07/12 - Açaí com Jabá. Alan Rodrigues, Marcos Daibes e Walerio Duarte (curta). Estômago. Marcos Jorge. 07. Cor. 113’. Comentários: João Inácio.

21/12 – Iracema - uma transa amazônica. Jorge Bodanzky e Orlando Senna. 76. Cor. 91’.

sexta-feira, 18 de setembro de 2009

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

Selinhos virtuais

Foi com surpresa que recebemos os nossos primeiros selinhos virtuais. Recebemos um recado, no nosso blog, da Silvana (http://estudiopomar.blogspot.com/), dizendo que havia selinhos carinhosos para gente no blog dela.

E foram três de uma vez só!!! Receber selinhos é muito bom... é uma forma de reconhecimento. Mas o que nos deixou mais feliz foi receber da Silvana, que admiramos bastante. Sil, muito, muito obrigado!

Vamos aos procedimentos?

- Cinco coisas que mais gostamos na vida e indicar um produto Natura que uso:

1- Viajar
2- Família e amigos
3- Descansar em uma rede, de frente para a praia
4- Comidas gostosas
5- Comunicação e moda

Produto Natura de uso diário: perfume Essencial


Nossas indicações de blogs (ordem alfabética)