terça-feira, 4 de agosto de 2009

Mais que uma entrevista com Sônia Duarte

Por Catarina Barbosa


Foto: Divulgação


Sexta-feira normalmente é sinônimo de pautas encaminhadas e descanso do fim de semana. Mas naquele dia, já no final da manhã, recebi a informação, que posteriormente teria um ótimo desfecho: “A Sônia Duarte estará em Belém, para ministrar uma palestra na Unama (Universidade da Amazônia). Vamos tentar uma entrevista com ela”. Prontamente, entrei em contato com a assessoria da Unama e marquei a entrevista por e-mail.


Enviei as perguntas na esperança de que ela respondesse logo e, três dias depois, nada da Sônia. No sábado, quase uma semana depois, chegou o e-mail. As respostas enxutas complicaram o desenvolvimento da matéria. Fui então buscar informações: li o blog da modelista e várias matérias sobre moda e sobre o instituto onde se formou. Enfim, procurei subsídios que me ajudassem a deixar a entrevista bem redonda.


No e-mail que a Sônia mandou, ela disponibilizou três números de telefone para que eu entrasse em contato, caso tivesse dúvidas, inclusive, o celular. A matéria estava pronta, mas eu ainda não estava satisfeita e liguei para pegar mais informações e tirar algumas dúvidas. Como escrevi algumas coisas pelo que havia lido, pedi que ela escutasse o início da entrevista para saber se tinha alguma informação errada. Assim que acabei, uma surpresa. “Jornalista é jornalista, né? Catarina, está ótimo”, disse, em tom de agradecimento. Envergonhada, disse que estava fazendo apenas o meu trabalho. Trocamos mais algumas palavras e, ao desligar, ela finalizou: “Tens toda a liberdade para escrever o que quiseres. Não esquece de me enviar uma edição depois”.


Minutos mais tarde, o texto estava bom para mim. Comecei a refletir o que tinha aprendido com a entrevistada, como sempre faço ao final de uma matéria. Sônia Duarte, apesar de ter ideias glamourosas e ser uma das idealizadoras do método de modelagem industrial brasileira, é uma mulher simples, que procura passar seus conhecimentos para quem não teve o mesmo acesso que ela. Compreendendo as dificuldades do mercado no Brasil, ela tem um blog que dá detalhes sobre modelagem, e considera a concorrência completamente saudável - um sinal de que temos muitos profissionais de qualidade.


A história da modelista com a moda surgiu ainda na infância. Inspirada pelo avô, um renomado camiseiro das décadas de 50, 60 e 70, ela costurava peças para as amigas. Estudar em Nova Iorque, no Fashion Institute of Technolog foi uma realização pessoal e profissional, assim como os livros “Modelagem Industrial Brasileira (MIT)” e “Saias”. Encantada por todas as etapas, desde passarelas, figurinos de TV e cinema, até uniformes profissionais, Sônia descobriu, entre cortes, tecidos, paetês e palavras, que grandes feitos começam com pequenas ideias.

Um comentário:

edson disse...

eu quero dizer que estou muito feliz por estar estudando modelagem e com o livro que tenho da sonia me deixou mais inspirado ainda .muito obrigado se puder me dar informações sobre quando havera palestra ou alguma coisa que ela fara em São Paulo meu email-edyvilardy@hotmail.com-bjs