segunda-feira, 25 de maio de 2009

No vento, a liberdade


por Isaac Lôbo
Foto: Klébeson Moura

Foram seis horas em um ônibus confortável e climatizado e uma hora em um veículo aberto, uma jardineira, com tração nas rodas e bancos de metal - nada de conforto. Entretanto, a diferença entre os dois não estava apenas no tempo de viagem e nos aspectos físicos, mas também naquilo que nos permitia, enquanto passageiros, sentir.

Sob um sol intenso, descemos do ônibus rumo à jardineira, em Jijoca de Jericoacoara, Ceará. Além de nós, gringos e aventureiros de todo tipo também subiam no veículo sem portas, com dificuldade. O destino: Jericoacoara.

Deixamos as ruas pavimentadas do município para enfrentar o chão de areia fina - uma imensidão de areia, na verdade. Sem sinais de ocupação, a paisagem era cheia de vida, com o barulho das ondas do mar quebrando na areia e o vento forte me fazendo esquecer que, há minutos, suava.

Esqueci também da longa viagem que fizemos e do desconforto da jardineira. Aquele momento, aquele clima, aquele ar me incluía na paisagem, permitindo uma liberdade que, até então, eu desconhecia.

4 comentários:

Fabíola disse...

7Isaac, parabéns, belo texto. Consegui até sentir o cheiro do mar de Jeri ;) bjs

Cadicoisa disse...

Oi, Fabíola. Obrigado!!!
Jeri é, de fato, muito inspirador. Ainda serão postados outros textos e fotos.
Beijooosss..
Isaac.

Anônimo disse...

Concordo contigo. Qualquer esforço é recompensado diante de um paraíso daqueles. Viva Jeri!

Anônimo disse...

Soy yo. Lidiane